As gangues de Moscou
Gangues de Moscou
Quando fui a Moscou o que mais me impressionou, alem do obvio nesta megalopole de 12 milhoes, foram os caes de rua. Nunca tinha visto tantos, e a maneira como as pessoas os tratam tambem e unica. Ninguem maltrata, mas tambem ninguem pega para si.
Eles simplemente vivem suas vidas, no meio do transito caotico e os milhoes de pessoas, de alguns ganham comida de outros carinho.
Um dia no metro estava um amarelão confortavelmente deitado no assento, ocupando lugar de uns 3 passageiros e ninguem se incomoda ou enxota, dai resolvi segui-lo. Na estacao final ele saiu e com passos decididos pegou a escada rolante e foi indo pelas ruas do suburbio ate um predio de fabrica abandonado, onde deveria haver quase uma centena de outros caes, quando cheguei perto um deles que fazia a seguranca comecou a rosnar, e com medo voltei a estacao.
Esperando o trem de volta ao centro havia um condutor que iria comecar seu turno e lhe perguntei a respeito dos caes e ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo, me explicou que os caes pegam o metro de manha e vao para o centro onde sempre descem em determinadas estacoes e vao mendigar em lugares que eles conhecem bem. A tarde voltam para os suburbios onde existem verdadeiras gangues organizadas que nao se misturam e tem territorio delimitado. Dai pensei nestas pessoas que acreditam que os quadrupedes sao estupidos e nao tem alma.
O mais engracado e que eles nao querem viver diferentemente, tem relatos de alguns que foram adotados, ganharam coleira e comida, mas depois de um tempo abandonaram a familia e voltaram para as ruas.
Sao livres, sao felizes.
Quando fui a Moscou o que mais me impressionou, alem do obvio nesta megalopole de 12 milhoes, foram os caes de rua. Nunca tinha visto tantos, e a maneira como as pessoas os tratam tambem e unica. Ninguem maltrata, mas tambem ninguem pega para si.
Eles simplemente vivem suas vidas, no meio do transito caotico e os milhoes de pessoas, de alguns ganham comida de outros carinho.
Um dia no metro estava um amarelão confortavelmente deitado no assento, ocupando lugar de uns 3 passageiros e ninguem se incomoda ou enxota, dai resolvi segui-lo. Na estacao final ele saiu e com passos decididos pegou a escada rolante e foi indo pelas ruas do suburbio ate um predio de fabrica abandonado, onde deveria haver quase uma centena de outros caes, quando cheguei perto um deles que fazia a seguranca comecou a rosnar, e com medo voltei a estacao.
Esperando o trem de volta ao centro havia um condutor que iria comecar seu turno e lhe perguntei a respeito dos caes e ele, como se fosse a coisa mais natural do mundo, me explicou que os caes pegam o metro de manha e vao para o centro onde sempre descem em determinadas estacoes e vao mendigar em lugares que eles conhecem bem. A tarde voltam para os suburbios onde existem verdadeiras gangues organizadas que nao se misturam e tem territorio delimitado. Dai pensei nestas pessoas que acreditam que os quadrupedes sao estupidos e nao tem alma.
O mais engracado e que eles nao querem viver diferentemente, tem relatos de alguns que foram adotados, ganharam coleira e comida, mas depois de um tempo abandonaram a familia e voltaram para as ruas.
Sao livres, sao felizes.
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